terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Proverbio

Pra quem busca o pensamento mais puro. Pra quem busca o desejo mais chulo. Pra quem sacia sua vontade de explosão compartilhando absurdos. A voz não é só barulho; é expressão, é sensação, é emoção, é ser eu, é ser tudo. A voz é genitora da palavra, e, a palavra é quem diz, é quem se cala, quem joga, dissimula, confessa, xinga, acusa e reza. Você é o que diz ou se torna aquilo que dizer, ilusoriamente ou não. Por isso não faço da palavra mais uma das banalidades cotidianas, ao invés de desferir provérbios, eu proverbio, sem acento mesmo, proverbio. Proverbiar nada mais é do que praticar sua própria proeficiência linguística, é colocar o máximo de si em suas palavras, sendo elas o cartão postal de seus pensamentos. No entanto, não é necessariamente falar o que pensa, mas sim pensar se o que falou faz parte de você, é ter consciência se o subconsciente embutido no que foi dito é realmente seu, é não ser o papagaio, mas sim o ombro.
Banalidades cotidianas, é nisso que estamos envoltos a todo tempo. Um diz que surgiu mais uma mulher fruta pra salada, outro que o irritante Rebolation que pertubou até os meus sonhos tem um hit sucessor, mais tarde recebo a bombástica notícia de que o grande Jacaré vai ser pai. No entanto, não vejo nada disso como banalidades, mas sim futilidades. Banalidades são as atitudes mais simples e espontâneas da alma no dia-a-dia . É o pensar alto, o falar sozinho, o xingar a si mesmo, dizer um palavrão involuntariamente. Banalidades não são ruins, só são banais. É aí que o proverbiar torna-se diferente da simples fala, pois esta é consequência dos fatos e inconsequente nos atos. Proverbiar vai além disso, é por verbo e pensamento em sincronismo, é torná-los simbióticos de forma a transcender o limite do simples dizer, é ter o controle do que é dito e ouvido. É ser tudo e ser só isso, é um hábito que não sei definir de modo preciso, só sei que não simplesmente falo, mas sim proverbio.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Chegando - É só isso mesmo





"Não sou daqui, não me sinto parte integrante da obra, me vejo como um estranho num ninho de cobra". Emicida





Chegando não sei de onde nem pra que vim, mas já que estou aqui e não me sinto parte integrante desta obra decidi criar a minha, se será boa, ruim, visualizada, esquecida, repassada, discutida, não sei, o que sei é que será. E é só isso mesmo, pensamentos, reflexões, às vezes poesias e desabafos; se espera plena sensatez está no lugar errado. Estou para estar e ser o que tiver de ser, ver a beleza da vida até nos instantes mais sombrios e confusos, poder expor o que penso para aqueles que quiserem, espero que seja contribuição para algo ou alguém.
Inspirado pelas convicções que trago comigo há um bom tempo e que me mantém em pé combinadas com um pouco do que leio das músicas que ouço e de tudo que de alguma forma me influencia, mas isso não seria possível se não fosse a motivação e o incentivo dado por algumas pessoas (quem é sabe e desde já obrigado), realmente eu precisava fazer isto, ter este espaço, o qual só não iniciei antes por pura preguiça e por falta de um nome decente, o que de fato ainda não arranjei, mas o que está me satisfaz e por isso está bom assim. Tentarei postar coisas novas com certa periodicidade (nem sei se existe esta palavra), a cada dois dias, semanalmente, quinzenalmente, não sei, sempre que puder colocarei coisas novas.

Faço questão de desde já livrar-me de qualquer compromisso com as Letras nas quais estarei formado daqui a pouco tempo, pois não quero ser um auto-ditador que aplica sobre si uma repressão gramatical, o clima aqui é de liberdade. Liberto meus pensamentos para escrever qualquer coisa, mas não de qualquer jeito, essa é a ideia. Espero poder nas próximas postagens escrever coisas mais inteligentes que esta intro que não passa de um improviso, mas por enquanto é só isso mesmo.


Maurício