Arrumava minhas coisas, muitas destas que eu nem lembrava mais que existiam. Revirava enfadonhamente a bagunça organizada que é meu cantinho do quarto, mas que para minha mãe era o caos e por isso deveria ser organizada, então eis-me ali embuído de tal missão. Concentrava-me do jeito que era possível nisto quando de repente deparo-me com algo inusitado (pelo menos pra mim): entre as minhas coisas encontrei um livro entitulado "Memórias Póstumas de Brás Cubas", escrito por Macahdo de Assis. Naquele momento me veio o mesmo súbito pensamento impulsivo de quando lia ou ouvia aquele nome: "Odeio Machado de Assis!". Foi então que me lembrei de onde viera o livro; lembrei que era uma doação, eu acho. Lembrei que já tentei lê-lo algumas vezes, todas resultantes em fracassos que podem ser traduzidos como sono seguido de cochilo por cima do livro. Realmente, aquilo não era para mim, era esse o pensamento que envolvia todos os outros relacionados a esse assunto. Foi então que me lembrei de outra coisa, lembrei do tempo da escola, da professora de português. Ela adorava Machado, ela só falava em Machado. Acredito que provavelmente era o único autor que ela conhecia. Ás vezes até imaginava a cabeça dela como uma sala vazia, onde ao centro estava o imaculado Machado ao lado da cadelinha Baleia, igualmente citada por ela, e só. Mas, o pior ainda estaria por vir. Ela adorava minhas redações e minhas poesias, e, me comparava constantemente com Machado de Assis! Era um carma que eu tinha que carregar. Era eu produzir qualquer frasesinha e, "Parabéns, futuro Machado de Assis", vinha escrito na folha. Não! definitivamente, não. Aquela "profecia" não poderia ser verdade. Realmente, escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer, e justamente por isso tal afirmação não poderia ser verdade, pois não estava em meus planos produzir livros-travesseiros, livros estimulantes do sono, nunca foi esse o meu estilo de escrita... eu acho.
Virei Machado de Assis cover agora? Que ideia! Não tenho nada a ver com ele, não poderia ter. É verdade, um dos maiores escritores brasileiros, mas não pra mim, acho o Maurício de Sousa bem mais legal. Acho Lourenço Mutarelli, mais legal. Ironia, se tem alguma coisa que gostava no Machado era a ironia. Todo mundo fala da ironia machadiana, e, não posso negar, é fantástica mesmo. E as temáticas? Ótimas também. Mas é só. Já elogiei demais para quem não gosta desse tal Machado. Escrever como se fosse um defunto-autor, um cara que conta sua vida depois de morto. Absurdo. Absurdo e genial. Realmente genial. Escrever uma história de amor onde há uma (suposta) traíção que até hoje é discutida como último capítulo de novela. Igualmente primoroso.
Mas não pensem que mudei de ideia, continuo odiando Machado, exceto sua ironia, que de certa forma vejo em minhas palavras também.
Peguei o livro, tirei a poeira de cima, de baixo e dos lados. Olhei fixamente pra ele por alguns segundos enquanto pensava o que faria com aquilo... o que faria com aquilo?
Entre textos em prosa que tem cara de poesia (Adoro escrever com frases soltas e, elas umas sob as outras ficam parecendo um poema) e narrativas prosadas em tom poético, expresso o que de mais louco e espontâneo surge em minha mente. Espero que goste(m), aliás, acredito que é o que acontecerá. Afinal, quem disse que é ruim ser insano? Descubra isso...
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Talvez fugir não seja a melhor opção
Tardei. Tardei, mas aqui estou.
Acharam que eu ia sucumbir.
Acharam que eu ia parar.
Acharam que sou só mais um.
Achei que pensaram que eu ia sucumbir.
Que eu ia parar.
Mas... eu sou só mais um.
Por que alguém acharia alguma coisa sobre mim?
Será que não sou eu que devia me achar?
Ou será que me acho demais pra achar que achariam alguma coisa de mim?
Não sei. Não sei, e pronto!
É muito achismo pra pouco certesismo.
Pelo menos é o que eu acho. É, eu acho que acho.
Bem, chega de tentar achar. É hora de encontrar, ser, produzir.
Pra isso aqui estou.
Tentei fugir.
Tentei negar a mim mesmo três vezes.
Mas pra quem traz dentro de si o impulso louco de agir, três vezes são muita coisa.
Não nasci pra ser um covarde. Com certeza, não. Tentei, mas, não.
É... talvez fugir não seja a melhor opção.
Opção?
Quem me deu alguma opção?!
Quem me mostrou alguma alternativa?!
...
Pensando bem, eu não dependo das alternativas nem das opções alheias.
Crio as minhas. Não é petulância não, é vida.
É vontade de viver!
Vontade de viver... vontade de viver...
Vontade de viver?!
Vontade de viver, não.
EU VIVO! Vivo do meu jeito.
Sobrevivo perfeitamente sem televisão.
Sou muito mais que um perfil no Facebook.
Não sou de plástico, muito menos de ferro.
Não sou perfeito, eu erro.
Eu erro!
Eu erro!
Eu erro!
Eu erro, mas eles são todos tão perfeitos.
Os da TV, os do Facebook.
Será que só eu erro?
Erro mesmo, e daí?
Sou livre, livre pra errar.
Ninguém manda em mim.
Eu erro o quanto quiser.
Ninguém manda em mim.
Faço o que me der vontade.
Se papai e mamãe deixarem, é claro.
Mas chega, chega disso tudo.
Com certeza fugir não é a melhor opção.
Mas, e dar de frente com o tudo dessa forma?
Não sei, novamente não sei.
Apenas não quero ser rótulado como mais um praticante da estupidez vã que guia os homens.
Não quero ser o indivíduo apenas.
Quero ser a voz que entoa em coro.
Pra que ser um, se dá para ser todos.
Todos. Todos juntos.
Se juntos, com certeza fugir não é a melhor opção.
Acharam que eu ia sucumbir.
Acharam que eu ia parar.
Acharam que sou só mais um.
Achei que pensaram que eu ia sucumbir.
Que eu ia parar.
Mas... eu sou só mais um.
Por que alguém acharia alguma coisa sobre mim?
Será que não sou eu que devia me achar?
Ou será que me acho demais pra achar que achariam alguma coisa de mim?
Não sei. Não sei, e pronto!
É muito achismo pra pouco certesismo.
Pelo menos é o que eu acho. É, eu acho que acho.
Bem, chega de tentar achar. É hora de encontrar, ser, produzir.
Pra isso aqui estou.
Tentei fugir.
Tentei negar a mim mesmo três vezes.
Mas pra quem traz dentro de si o impulso louco de agir, três vezes são muita coisa.
Não nasci pra ser um covarde. Com certeza, não. Tentei, mas, não.
É... talvez fugir não seja a melhor opção.
Opção?
Quem me deu alguma opção?!
Quem me mostrou alguma alternativa?!
...
Pensando bem, eu não dependo das alternativas nem das opções alheias.
Crio as minhas. Não é petulância não, é vida.
É vontade de viver!
Vontade de viver... vontade de viver...
Vontade de viver?!
Vontade de viver, não.
EU VIVO! Vivo do meu jeito.
Sobrevivo perfeitamente sem televisão.
Sou muito mais que um perfil no Facebook.
Não sou de plástico, muito menos de ferro.
Não sou perfeito, eu erro.
Eu erro!
Eu erro!
Eu erro!
Eu erro, mas eles são todos tão perfeitos.
Os da TV, os do Facebook.
Será que só eu erro?
Erro mesmo, e daí?
Sou livre, livre pra errar.
Ninguém manda em mim.
Eu erro o quanto quiser.
Ninguém manda em mim.
Faço o que me der vontade.
Se papai e mamãe deixarem, é claro.
Mas chega, chega disso tudo.
Com certeza fugir não é a melhor opção.
Mas, e dar de frente com o tudo dessa forma?
Não sei, novamente não sei.
Apenas não quero ser rótulado como mais um praticante da estupidez vã que guia os homens.
Não quero ser o indivíduo apenas.
Quero ser a voz que entoa em coro.
Pra que ser um, se dá para ser todos.
Todos. Todos juntos.
Se juntos, com certeza fugir não é a melhor opção.
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