terça-feira, 27 de setembro de 2011

Talvez fugir não seja a melhor opção

Tardei. Tardei, mas aqui estou.
Acharam que eu ia sucumbir.
Acharam que eu ia parar.
Acharam que sou só mais um.
Achei que pensaram que eu ia sucumbir.
Que eu ia parar.
Mas... eu sou só mais um.
Por que alguém acharia alguma coisa sobre mim?
Será que não sou eu que devia me achar?
Ou será que me acho demais pra achar que achariam alguma coisa de mim?
Não sei. Não sei, e pronto!
É muito achismo pra pouco certesismo.
Pelo menos é o que eu acho. É, eu acho que acho.
Bem, chega de tentar achar. É hora de encontrar, ser, produzir.
Pra isso aqui estou.
Tentei fugir.
Tentei negar a mim mesmo três vezes.
Mas pra quem traz dentro de si o impulso louco de agir, três vezes são muita coisa.
Não nasci pra ser um covarde. Com certeza, não. Tentei, mas, não.
É... talvez fugir não seja a melhor opção.
Opção?
Quem me deu alguma opção?!
Quem me mostrou alguma alternativa?!
...
Pensando bem, eu não dependo das alternativas nem das opções alheias.
Crio as minhas. Não é petulância não, é vida.
É vontade de viver!
Vontade de viver... vontade de viver...
Vontade de viver?!
Vontade de viver, não.
EU VIVO! Vivo do meu jeito.
Sobrevivo perfeitamente sem televisão.
Sou muito mais que um perfil no Facebook.
Não sou de plástico, muito menos de ferro.
Não sou perfeito, eu erro.
Eu erro!
Eu erro!
Eu erro!
Eu erro, mas eles são todos tão perfeitos.
Os da TV, os do Facebook.
Será que só eu erro?
Erro mesmo, e daí?
Sou livre, livre pra errar.
Ninguém manda em mim.
Eu erro o quanto quiser.
Ninguém manda em mim.
Faço o que me der vontade.
Se papai e mamãe deixarem, é claro.
Mas chega, chega disso tudo.
Com certeza fugir não é a melhor opção.
Mas, e dar de frente com o tudo dessa forma?
Não sei, novamente não sei.
Apenas não quero ser rótulado como mais um praticante da estupidez vã que guia os homens.
Não quero ser o indivíduo apenas.
Quero ser a voz que entoa em coro.
Pra que ser um, se dá para ser todos.
Todos. Todos juntos.
Se juntos, com certeza fugir não é a melhor opção.

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