Entre textos em prosa que tem cara de poesia (Adoro escrever com frases soltas e, elas umas sob as outras ficam parecendo um poema) e narrativas prosadas em tom poético, expresso o que de mais louco e espontâneo surge em minha mente. Espero que goste(m), aliás, acredito que é o que acontecerá. Afinal, quem disse que é ruim ser insano? Descubra isso...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Ode ao ser abstrato
Eu sou o povo, a prole, o poeta
A mente abstrata, poesia concreta
O soco, o sopro e a resposta certa
Sou o corpo fechado e a palavra aberta
Não é simplesmente distorcer (não)
Não é apenas disto ser (não)
É isso ver, isso viver
Pra mais do que ver e viver, compreender
Abstrato é o rótulo do retrato
Logo, refugado és tu agora
Que com padrões não há contrato,
Pois tudo é abstração pra visão de fora
Abstração,
Arbitrárias formas de condenação
Como podem eles lhes julgar
Se nem sabem de fato quem são?
Quem pode compreender-te?
Quem que tu compreendes?
Como pode a compreensão ver-te
Se nem tu mesmo se entendes?
Abstrato, distorcido e profano
Insensato, impulsivo e insano
Enganado pelo próprio desengano
És tu, magistral ser humano!
Maurício C. L. Pinto
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